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Uma nova peregrina

Fiquei entusiasmada com o projeto “Onze Dias” desde seu nascimento, no ano passado. Rafa Stein compartilhou comigo algo já estruturado, quase maduro, com poucas arestas a serem aparadas e muita disposição para que se concretizasse.

Ingressei assumidamente como observadora, dando um ou outro pitaco nos textos e em como poderia ser feita a divulgação. Rafa convidou-me a participar, mas eu já tinha o Canadá como destino para meus dez dias de férias. E tudo aconteceu de forma não planejada: após tudo tão certo, o destino quis que Rafa e o irmão Guilherme Stein não colocassem os pés na estrada, adiando para 2015 o percurso do Caminho do Sol. E, de observadora passei a integrar esse pequeno e valente time como a nova peregrina do “Onze Dias”.

Entrar no projeto significa mais que um registro jornalístico, mais que um período sabático, mais que um compromisso com o Caminho. É tentar se acostumar com todos os pensamentos a respeito da iniciativa de caminhar 241 quilômetros em Onze Dias, algo tão ousado e desafiador para mim. Entre acordar e dormir, fazer os treinos no Cross Fit e as aulas de Pilates; pensar no uso de tênis ou bota; começar a comprar equipamentos que nunca tive; perguntar a qualquer pessoa que já tenha feito trekking como foi a experiência, se teve bolhas, se a mochila machucou as costas, se emagreceu muito… É assistir filmes, ler e reler livros, pesquisar sites.

Rafa me contaminou com a ansiedade do peregrino. Com seu cronômetro que marca o tempo que falta para os Onze Dias, com as decisões que deverão ser tomadas sobre câmeras, gravador, celular e todos os equipamentos para registrar o projeto durante a caminhada. Sobre o andamento do livro, a atualização do site e redes sociais.

Foi um ato de coragem, para mim, decidir sobre os Onze Dias. Será um período inteiramente dedicado a um projeto que não nasceu no meu cérebro, mas que agora está totalmente dentro do meu coração.

Por: Ana Carolina Silveira
Carol Silveira
Carol Silveira
Ana Carolina Silveira, sagitariana, jornalista, empresária, acredita que sonhos podem ser realizados, desde que os pés estejam no chão e em movimento. Descobriu, com o Caminho do Sol, que desprendimento, solidariedade, fraternidade, esforço, perseverança e humildade são fundamentais para atingir metas. E que a mente é capaz de encontrar forças que os pés desconhecem.

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