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Olga e eu

Com 95 anos, Olga Kotelko praticava 11 modalidades esportivas. Seus hábitos contribuíram para a longevidade e a dedicação ao esporte. Seu padrão de sono permitia produzir hormônios para restaurar a musculatura e o sistema imunológico. A automassagem feita toda noite com uma simples garrafa de vidro e a pressão dos dedos relaxavam e alongavam os músculos. A dieta era “normal”, sem neuroses e com muita água. E, claro, havia uma rotina prazerosa de exercícios.O livro “Por que Olga não envelhece”, do canadense Bruce Grierson, desperta a vontade de ter pelo menos um pouco da energia da quase centenária. Muitos testes foram aplicados nessa corredora tão longeva para que a ciência pudesse compartilhar os resultados com os entusiastas da boa forma e boa saúde. Manter-se em movimento tornou-se a base da vida de Olga. Mas o que isso tem a ver com “Onze Dias”?

Tudo. Tenho me esforçado para afastar a insônia, ter uma dieta saudável e uma rotina de exercícios. E as dores nos pés, que parecem inerentes a quem é corredor, também me incomodam. E, como Olga, passei a cuidar da fascite plantar com uma bolinha de borracha dura com “espinhos” (ainda não usei uma garrafa de vidro), a alongar e massagear os pés com muita frequência, porque deles dependerá meu desempenho no Caminho do Sol. Acordar de manhã e sentir dores nos pés é muito ruim.

Olga massageava e alongava seus pés e pernas ao longo de 90 minutos toda noite. Fez isso ao longo dos últimos 12 anos de vida porque despertava durante a noite e achava um desperdício gastar seu tempo olhando para o teto. Ela morreu em junho do ano passado, após sofrer um derrame, dizendo: “querer nem sempre é poder; é preciso esforço para conseguir o que se quer”.

Chegar ao final dos 241 quilômetros em Onze Dias vai requerer um esforço ainda inédito. Mas a cada passo vou tentar me lembrar da simplicidade dessa mulher quase centenária que levou a vida se movimentando de todas as maneiras possíveis.

Carol Silveira
Carol Silveira
Ana Carolina Silveira, sagitariana, jornalista, empresária, acredita que sonhos podem ser realizados, desde que os pés estejam no chão e em movimento. Descobriu, com o Caminho do Sol, que desprendimento, solidariedade, fraternidade, esforço, perseverança e humildade são fundamentais para atingir metas. E que a mente é capaz de encontrar forças que os pés desconhecem.

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