O filme “Na Natureza Selvagem”, lançado em 2007, é uma adaptação do livro do escritor, jornalista e alpinista Jon Krakauer, publicado em 1996 e que leva o mesmo nome do filme. O livro conta a história verídica de Christopher McCandless retratando sua viagem de dois anos pela vida selvagem realizada entre 1990 e 1992 sendo uma expansão do artigo 9,000 palavras de Krakauer, “Death of an Innocent” (Morte de um Inocente), que, por sua vez, apareceu na edição de janeiro de 1993 da revista Outside.

O filme inicia-se com Chris já no Alaska e, no decorrer dele, vamos descobrindo seu passo-a-passo para chegar até lá. A história é narrada por Chris e sua irmã Carine, através de lembranças ou poesias do próprio Chris. Podemos observar no personagem uma pessoa que não tem apego pelas coisas materiais e sim por coisas que ele julga mais importantes como a verdade, o amor e a fé. Em seu caminho Christopher adota o nome de Alexander Supertramp (Supervagabundo) e acaba conhecendo diversos tipos de pessoas que deixam um pouco de cada si na personalidade de Alex.

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Com direção de Sean Penn o filme traz uma fotografia belíssima do Alaska, Grand Canyon, e outros lugares pouco explorados pelo homem. A atuação de Emile Hirsch é fantástica e emocionante, em determinado ponto das filmagens, o ator teve que emagrecer 18 kgs para vivenciar o personagem.

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Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam) foi um dos responsáveis pela trilha sonora do filme. Esse trabalho foi o primeiro álbum solo de Vedder o qual obteve nomeação para vários prêmios nas categorias de melhores canção e banda.
No vídeo abaixo um mix das canções do filme:

Na Natureza Selvagem tem uma força enigmática e libertadora inexplicável, nos faz refletir sobre o nosso cotidiano, sobre a loucura que a sociedade consumista impõe, a filosofia de crescer a qualquer custo, não importando o como. Isso é bastante demonstrado pelo pai de Chris em sua busca incessante pelo “american way“, passando por cima de tudo para conseguir o que quer e criando uma enorme distância entre ele e os filhos.

Certos filmes ficam na memória, esse é um deles. Sua grande mensagem é a de “encontrarmos” a nós mesmos, a busca pelo auto-conhecimento e sobre as pequenas coisas que não nos damos conta e nos fazem feliz, a partilhar felicidade(pode parecer clichê, e pode até ser, mas o filme trabalha muito bem isso). Nosso protagonista descobre quem realmente é ao realizar sua jornada e vivenciar um mundo diferente de onde cresceu, mas que nem por isso o moldou. Sua descoberta foi atráves de sua jornada e pelas pessoas que encontrou em seu caminho, cabe a cada um de nós descobrir qual é o nosso.