Quem é caminhante de infinitos caminhos, sabe que estamos falando de outro universo.

Um mundo que nos possibilita mergulhar em uma dimensão intangível para muitos e inimaginável a cada nova experiência.

Um fenômeno ao alcance de todos e um descortínio para aqueles poucos – atrevidos – cujo desprendimento os leva a abrirem mão         do conforto oferecido pelo ninho seguro e acolhedor. A deixar em casa as couraças sociais para cair no mundo colecionando os milhões de passos dados.

Em sã consciência se atreve o insano a pré dizer que seria um gesto beirando o precipício do real e muito além do limite onde se esconde o imaginário.

Quem poderia imaginar galgar um sonho e transforma- lo em realidade, ou rabiscar a geometria de um pesadelo com setas amarelas indicando o caminho para vestir a pele com um “ser” melhor.

Quantas conversas vazias, quantos valores parcos, quantos defeitos corretos e qualidades guardadas.

Uma inversão de expectativas, ou uma subversão camuflada de guerra e paz.

Buscar o norte que aponta para o pote de ouro que descansa ao pé do arco íris, é o grande enigma a decifrar.

Tangenciar curvas equilibrar-se nas retas, vencer as subidas, surfar nas descidas – é a forma melhor – que se apresenta – para navegar o bom caminho

O caminhar duvidoso ou assertivo segue por muitos caminhos – carrega embrulhado na mochila do etéreo muitas medidas de fé, um punhado de determinação e umas pitadas de alquimia.

Passo a passo seguem – ora firmes, ora insipientes, mas sabem todos que o caminho se faz ao caminhar.

Sai a melancolia, brilha o sorriso.

Ao cabo da elevação, segue-se o precipício.

Ciclos alternados para lapidar almas, refinar sentimentos e aferir valores – um povo que sabe abraçar o desconhecido, reconhecer o divino e valorizar o simples.

Seguem sós – mas muito bem acompanhados.

A cada um cabe escolher o que melhor lhe cabe.

Buscam escalar o pico da vida para enxergarem o fim da terra – a glória de ver e tocar “Finisterre”

Marcham acompanhados pela sombra do sol e iluminados pela luz da lua – calados seguem conversando com o silêncio.

Fonte: Tribuna de São Pedro