Palavras que se encaixam.

Pela forma com que chegaram à Casa de Santiago, não sei porque percebi algo estranho – um não sei o que diferente!

Senti um aroma doce com sabor de felicidade, as folhas revestiram-se com um verde mais verde, as flores sorriram e uma bruma suave soprou as faces inundadas de um suor bem vindo.

Como se tivessem combinado quiseram chorar um choro contido, mas as lágrimas – atrevidas – insistiram em comparecer molhando a pele queimada pelo sol – fiel e constante companheiro desta longa jornada.

Lágrimas abençoadas!

Lágrimas de valentes que souberam enfrentar com coragem e determinação os constantes desafios do andar peregrino.

Lágrimas de alegria e de dor – afinal diz o poeta que: “o mesmo trem que chega é o mesmo trem que parte”

Lágrimas de quem soube crescer com as dificuldades e a conviver com as diferenças – e este aprendizado por si só faz toda a diferença em nosso dia a dia.

Um grupo unido que veio durante todo o percurso harmonizando letrinhas e construindo poesias.

Entregando abraços e buscando sorrisos.

Ao sinal do maestro deram-se as mãos e como se todos fossem um, iniciaram:

“__Eu caminho e diante do caminho
Me sinto pequeno – pequenininho.
Percebo claramente a presença de Deus
Ensina-me o desapego e mostra que estes bens não são meus
Quando eu partir tenho claro uma certeza e outras tantas iguais
Não levarei meus bens, nem minhas riquezas materiais
Vou com minha essência, qualidades e defeitos
À Ele prestarei contas de todos os meus feitos.
E assim afinados como um concerto declamaram outras tantas rimas com a doce harmonia de uma sinfônica.
Encerraram com uma frase de um poeta anônimo:
”Poeta é um conto mentiroso de uma história qualquer, vive no seu mundo e nele faz o que quer”

Fonte: Tribuna de São Pedro