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Chave Stein – restaurada em 2015

Entre as pousadas de San Marino e Elias Fausto nos chamou a atenção uma pequena parada cujo nome, Chave Stein, era igual ao meu sobrenome e do meu irmão Guilherme Stein. Após terminar o Caminho do Sol procurei mais informações sobre esta parada.

Histórico da Linha

O ramal de Piracicaba foi construído pela Cia. Ituana a partir de 1873, partindo da estação de Itaici, na linha, também da Ituana, entre Jundiaí e Itu. Em 1892, houve a fusão com a Sorocabana, formando a Cia. União Sorocabana e Ytuana (CUSY). Em 1893 o ramal chegou a São Pedro, ponto terminal, 58 km à frente de Piracicaba, onde havia chegado em 1877. A Ituana foi definitivamente incorporada pela Sorocabana em 1905, com a compra da CUSY pelo grupo americano de Percival Farquar. O ramal – algumas vezes chamado também de ramal de São Pedro – teve o trecho final, entre Piracicaba e São Pedro,suprimido em 1966 e seus trilhos foram retirados em 1969. O tráfego de passageiros entre Itaici e Piracicaba acabou em 1976, enquanto trens de carga continuaram trafegando cada vez menos até meados dos anos 1980. Por volta de 1990, os trilhos, já abandonados, foram retirados pela agora FEPASA

Depoimento:
Chave Stein era uma pequena parada, aberta em 15 de julho de 1958, que fiquei surpreso ao encontrar em pé em 1998, ao lado da estrada não pavimentada que segue o antigo leito da linha férrea que liga Cardeal a Elias Fausto, passando ao lado de sedes de antigas fazendas.

Chave era o nome comumente dado pelas ferrovias a pequenas paradas, quando existia ali a saída de algum desvio industrial, que é o caso de Stein: havia ali uma serraria onde embarcava a produção. Os relatórios da ferrovia, embora citassem por algum período a Chave Leopoldina (um pouco mais à frente), não citam em nenhum momento essa parada. Os moradores de Cardeal referiram-se a ela como “o Stein“. Na casinha, ainda havia nessa época a placa de identificação do patrimônio da Fepasa.

Outro depoimento sobre o local:

O nome Chave Stein foi adotado pois as duas grandes fazendas à sua volta pertenciam às famílias Stein e Stein Magnusson. Minha avó contava que as pessoas que usavam a pequena parada eram da família ou empregados (meeiros) das duas fazendas. Na época, como o meio de transporte era praticamente só aquele, pois as estradas eram na verdade caminhos de terra e o transporte feito por carroça, a pequena parada era um ponto de referencia para todos que a usavam, era quase como um endereço.

“Onde você mora? Na Chave Stein…

Fonte: www.estacoesferroviarias.com.br/

Onze Dias
Onze Dias
Onze Dias pelo Caminho do Sol. 241 quilômetros entre Santana do Parnaíba e Águas de São Pedro, no interior de São Paulo. A viagem de três amigos pelo Caminho do Sol deu origem a uma plataforma multimídia estruturada inicialmente na internet, com site e redes sociais, que contará com a publicação de um livro detalhando a peregrinação e servindo de inspiração e guia para pessoas que pretendam percorrer o Caminho do Sol.

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