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Cajado vem, cajado vai

Vez por outra, quando termino de escrever meus artigos brota no solo fértil do meu imaginário um pensamento contido – de pronto ceifo-lhe a vida para que não escape da caixa.

Olho no espelho. Vejo a turbulência humana estagnada no trânsito da vida, com a alma engarrafada por sofrimentos que amanhã serão nada. Expressões carrancudas que permanecem no ontem e não conseguem viver o hoje. Consomem energia azul pensando no futuro que embora concreto por si só é abstrato.

É difícil para as pessoas que desconhecem este universo peregrino entender este povo andador, que sabe respeitar o outro e as diferenças; Que busca uma vida com mais qualidade e menos quantidade; Que entrega seu abraço e faz renovar a esperança; Que traz no peito aberto um sorriso rasgado; Que carrega uma mochila repleta de fé e determinação; Que tem ombros que acolhem e mãos que amparam; Que distribui bombons de afeto recheados de bem querer.

Gente com o DNA da mais pura e destilada GRATIDÃO.

Criada ao passo dado, pelas crianças interiores que Clélia Maranho e Sandra Syomara reencontraram ao percorrer o Caminho do Sol – leia o poema abaixo e ao final – se a semente peregrina não germinar – não se preocupe, você é absolutamente normal.

Vamos juntos!
Cajado vem, cajado vai
To no Caminho, obrigada Pai!
Se o irmão cansou, cansei também,
Dou-lhe a mão, vamos além.
Cajado vem, cajado vai
To no Caminho, obrigada Pai!
Tu me recebes, recebo a ti,
Nosso caminho não acaba aqui.
Cajado vem, cajado vai
To no Caminho, obrigada Pai!
Nascem às folhas, nascem às bolhas,
Nascem as dores e os odores,
Nasce a amizade, a fraternidade,
Com a experiência, cura é ciência.
Cajado vem, cajado vai
To no Caminho, obrigada Pai!
Esqueço tudo, mas que beleza,
Contemplo agora, Vossa natureza.
Cajado vem, cajado vai
To no Caminho, obrigada Pai!
Caminho, seta, a fé concreta,
Curva e reta, alcançar a meta.
Eu sou pureza dentro da casa,
És o meu teto, ó! grande Arquiteto.
Cajado vem, cajado vai
To no Caminho, obrigada Pai!
Na imensidão do Universo,
Sou peregrino, sou pequenino.
Agradecendo com coração,
Pra todo sempre a ti Divino.
Cajado vem, cajado vai
To no Caminho, obrigada Pai!
Fraternidade, prosperidade,
Agradeço a Ti, pela eternidade.
Cajado vem, cajado vai
To no Caminho, obrigada Pai!

Fonte: Tribuna de São Pedro

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José Palma
José Palma
José Palma, pisciano — nasceu no dia oito de março de 1950 — descobriu que fraternidade era muito mais que uma palavra quando em 1996, realizou o Caminho de Santiago. Empresário, resolveu mudar sua vida após retornar de seu Caminho. Simplificar a rotina e aliviar o peso de sua mochila — uma mudança fácil de planejar e complexa de se executar. Idealizou o Caminho do Sol e desde sua inauguração, dedica-se integralmente ao Caminho e caminhantes. Nesta simbiose, vive intensamente as experiências e o aprendizado de cada peregrino. Continuar sonhando sonhos impossíveis e um dia conseguir tocar o inacessível chão, fazem parte de sua luta, onde a regra é não ceder e sim fazer do “Amor um Vencedor”.

1 Comentário

  1. Adriana Salles disse:

    Muito emocionada por fazer e ser parte desta FAMÍLIA!!! Gratidão!!!

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