Desde cedo ouvimos falar que “na prática a teoria é diferente”.

Também nos emprenharam pelos ouvidos enfiando-nos tímpano abaixo que “paciência e caldo de galinha nunca é demais” – o ideal é acautelar-se e tentar seguir a vida serenamente procurando dar um passo de cada vez – e olhe lá!

Nossa resposta padrão aos e-mails e telefonemas que recebemos, ou mesmo na padaria, no jornaleiro, no clube, ou onde quer que nos peçam informações sobre o Caminho do Sol, a orientação é sempre a mesma: que o futuro caminhante assista à Palestra antes de vir ao Caminho.

__Mas moramos em Aracaju – dizem elas em seu e-mail.

__Bá guri – ontem resolvi fazer o Caminho chê – ouvi dizer que é tri legal – moro em Santantonio do Cata Vento chê! – a 380 km de Porto Alegre – adiante de São Borja, quase na esquina do fim do mundo – não tem como assistir a tal palestra chê!

__OK! Não se preocupe. Enviaremos o link para que vc possa assistir da Palestra Orientativa – é o que infinitamente respondemos na sequência.

Insiste nosso futuro peregrino explicando que já leu todos os livros a respeito de caminhos & caminhantes, além de acompanhar pela internet todas as listas de discussão que existem sobre “caminhadas de longa distância”.

Passam os dias e nosso gaúcho despenca na pousada inicial equipado com uma garrafa térmica, cuia, erva e uma linda bomba de prata – tudo acomodado em uma algibeira de couro trabalhado.

Mochila – lotada de teoria.

Livros – leu um montão!

Passos – sequer tinha dado um!

Onze dias depois, chega ao final.

Sentado – sem ânimo para levantar e fazer seu depoimento – balbucia a meia boca, que aprendeu a lição.

Ighel – peregrino precavido – planejou sua empreitada – assistiu à Palestra seguiu a risca as dicas e orientações que recebeu. Preparou-se física e emocionalmente realizando caminhadas regulares.

Subiu subidas, despencou por um sem número de ladeiras, tomou chuva e torrou-se sob o sol do meio dia.

A prática trouxe a intimidade com os equipamentos, o conhecimento de acessórios, do melhor calçado e o zelo com a agua. Cuidadoso, atento e precavido – sempre tratou de cuidar de todos os detalhes para minimizar contratempos.

Alma e atitudes peregrinas – assistiu nosso conterrâneo – e não fosse ele, o descuidado gaúcho morador na minúscula Santantonio do Cata Vento, teria sofrido muito mais.

Em seu depoimento, revela-nos este peregrino de prenome Ighel – uma dica – que aprendeu ao ler o livro “Como chegar ao SIM”.

‘Você não ficará em boa forma física, somente lendo o Manual dos Exercícios da Real Força Aérea do Canadá. Nem tão pouco será bom em natação, ciclismo, hipismo, esgrima e outras atividades, somente lendo livros e afins. Tem que treinar – perseguir a qualidade e a perfeição”

Teoria, prática, conhecimento e planejamento – constituem um rico cardápio servido em uma só bandeja, para que possamos atingir nossas metas e com sucesso alcançar nossos objetivos.

__Onde é mesmo, que posso comprar este livro?

Fonte: Tribuna de São Pedro